Open Source

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Open Source / Software Livre

Um software é considerado como livre quando atende aos quatro tipos de liberdade para os usuários do software definidas pela Free Software Foundation:

  • A liberdade para executar o programa, para qualquer propósito (liberdade nº 0);
  • A liberdade de estudar como o programa funciona, e adaptá-lo para as suas necessidades (liberdade nº 1). Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade;
  • A liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar ao seu próximo (liberdade nº 2);
  • A liberdade de aperfeiçoar o programa, e liberar os seus aperfeiçoamentos, de modo que toda a comunidade se beneficie (liberdade nº 3). Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade;

Já a história do movimento Open Source se confunde com as origens do UNIX, da Internet e da cultura “Hacker“.

O rótulo “Open Source” surgiu em uma reunião em fevereiro de 1998. Tal debate juntou personalidades que se tornaram verdadeiras referências no que diz respeito ao Open Source, como Todd AndersonChris Peterson (Foresight Institute), Jon “maddog” Hall e Larry Augustin(Linux International), Sam Ockman (Silicon Valley Linux User’s Group) e Eric Raymond.

Os defensores do movimento Open Source sustentam que não se trata de algo anarquista anticapitalismo, mas de uma alternativa ao modelo de negócio para a indústria de software. Esta alternativa não gira em torno de regras econômicas ortodoxas, mas vai além e questiona princípios, inclusive dos modelos econômicos ortodoxos aplicados à esfera virtual. Além de questionar esses princípios econômicos o modelo colaborativo de produção intelectual oferece um novo paradigma para o direito autoral. Algumas empresas comerciais como IBM, HP, Intel, Dell, entre outras, também têm investido no software de código aberto, juntando seus esforços para a criação do Open Source Development Lab ( OSDL ), instituição destinada à criação de tecnologias de código aberto.

A grande força do software livre está no potencial de cooperação para depuração coletiva, capaz de neutralizar pressões mercadológicas e políticas e melhor dominar complexidades.

Os detratores do movimento, contudo, alegam que esse movimento é, na verdade, um desestímulo para o desenvolvimento de novas tecnologias, por não levar em conta a propriedade intelectual do criador.

Alguns projetos de sucesso mundiais em Open Source

  • Mozilla Firefox – Navegador Open Source desenvolvido pela Mozilla Foundation, que nos últimos anos tem ganhado grande número de usuários. Tem suporte aos padrões web e também pode adquirir mais recursos utilizando extensões. Quem deu início aoFirefox foram Dave Hyatt e Blake Ross.
  • Apache HTTP Server – Em meados de 1994 ex-funcionários do National Center for Supercomputing Applications,em português, Centro Nacional para Aplicações de Supercomputação, situado na Universidade de Illinois, começaram a reunir seus conhecimentos e desenvolvimentos para implementarem o HTTP. Brian Behlendorf eCliff Skolnick fizeram uma lista de discussão, criaram um espaço onde as informações eram compartilhadas e os principais desenvolvedores tinham acesso a uma máquina na qual os trabalhos eram armazenados. No final de fevereiro de 1995, foi criada a Apache Software Foundation. Atualmente o servidor Apache é utilizado em mais de 50% dos servidores web do mundo.
  • Perl – A linguagem de programação Perl foi concebida oficialmente em 1987 por Larry Wall. Porém, só em 1989, com o lançamento da versão 3.0, licenciou-se sob a GPL(GNU General Public License). Atualmente a linguagem já se encontra na versão 5.8.8, possui diversos livros publicados e é a ferramenta responsável pela maioria do “conteúdo dinâmico” na World Wide Web.
  • Linux – Linux é um dos exemplos mais famosos de software Open Source. Este kernel (cerne ou núcleo) de sistema operacional vem sendo desenvolvido e aprimorado desde 1991, quando Linus Torvalds liberou seu código na Internet e licenciou-o sob a GPL. Atualmente o Linux já está na sua versão 2.6 e apresenta cerca de 450 distribuições diferentes. Todos estes desenvolvimentos foram possíveis graças à listas de discussões e espaços colaborativos.
  • GIMP originalmente era sigla de General Image Manipulation Program;
  • SCRIBUS – um programa de paginação a semelhança de um PageMaker.

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Fonte: Wikipedia.